sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

PRIMEIRO PASSO…


O dia 14 de Novembro, deste ano, que se prepara para findar, trouxe-me um momento verdadeiramente especial. Foi o dia em que fui prestar provas da minha aprendizagem, até à data, para ver se passava a ter a graduação de 8º Kyu, na modalidade de Karaté, da qual sou aprendiz, como diz a minha boa amiga Isabel.
Assim, foi engraçado ter vivido a sensação pelo qual passam todos os aprendizes, visto que já conhecia o lado de cá da barricada, enquanto observador de tais exames.
O melhor, é que após ter superado um nervoso miudinho, que se entranha, vai lá saber-se porquê, superei o que se exige aos aprendizes do meu nível, passando assim a ser mais um aprendiz do 8º Kyu.
Importante mesmo, foi a presença de alguns amigos, que fizeram questão de prestar o seu apoio e de mostrar que realmente são pessoas que dizem presente, em momentos especiais. Foi também gratificante verificar que agora se deu uma inversão de papeis no que toca à relação pai/filha, pois se até aqui era eu quem tinha por missão registar para a posterioridade todos os momentos da Carla, agora coube-lhe a ela estar nessa posição, o que não deixa de ser curioso.
Assim, foi dado o primeiro passo, no que espero que seja uma longa caminhada, especialmente no que toca ao reforço de laços de amizade, companheirismo e partilha.
Já agora, este novo cinto é sem dúvida um pouco de todos vós (companheiros de treino), que passo a envergar, pelo muito que me têm ensinado e pela constante disponibilidade com que me incentivam a melhorar.

sábado, 14 de Novembro de 2009

SEGREDOS


Poucos, muitos, alguns…
Todos os temos, mais ou menos, escondidos no nosso livro da vida.
Alguns pesados, como pedras e outros leves, como o vento.
Segredos de horas, de vidas, de segundos, que desvendados nos tornariam diferentes aos olhos de quem nos vê.
Mais fortes, mais fracos, menos puros, mais humanos…
Segredos…são cicatrizes escondidas, de cada um…envergonhadas do dia, que podem ser transformadas em feridas abertas, se descobertas, por quem de tanto se escondem.
Segredos…gritos da consciência, abafados pela ausência de voz que os reporte ao mundo.
Segredos…tudo começa num silêncio…

PORMENORES
















Todos os anos, em Novembro, antes da chegada do dia 16, faço questão de repetir um ritual (desde que tenho casa), em que pormenores, tornam a minha habitação em algo mais apropriado, a que gosto de chamar lar.
Diria que esta situação por mim vivida, ano após ano, não tem explicação, pois o espírito que se apropria de mim não foi algo que me fosse transmitido ou adquirido, de forma consciente.
Assim, nestes dias, surgem em minha casa árvores de Natal, Pais Natais, de diversos tamanhos e feitios, Pinheiros cantantes, Máquinas de neve, Velas, Presépios, luzes e demais artigos relacionados com a época Natalícia, que a maioria das pessoas associa a Dezembro.
Para mim, Dezembro é Novembro e divirto-me sempre bastante ao ver a cara de espanto que os meus vizinhos fazem ao ver dois Pais Natais, pendurados na fachada do prédio onde habito, procurando entrar por uma das janelas de minha casa, tentando desesperadamente explicar aos mais pequenos, que por ali passam, que também eles irão pendurar os seus Pais Natais, mas só lá para Dezembro. É bastante divertido observar a impaciência dos pais a explicar aos filhos que ainda é muito cedo para festejar o Natal, o que eles contestam perante as evidências dos meus queridos Pais Natais.
Assim torna-se um mês mágico (Dezembro) em dois ou três, pois a forma e a intensidade com que eu os desfruto, é algo único.
A palavra 'natal' do português já foi 'nātālis' no latim, derivada do verbo 'nāscor' (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. Assim, neste sentido, o meu Natal, começou a ser efectivamente vivido acerca de 17 anos, altura em que a minha filha nasceu e este facto foi sem dúvida o despertar da minha consciência para a importância do acto nascer. Tenho recordações únicas, desde expressões faciais a sorrisos perfeitos, relacionados com esta época e a maior recompensa que recebei num Natal, foi quando numa noite mágica, (aí sim de Dezembro) o Pai Natal após ter invadido a minha casa, pois as marcas das suas botas, ficaram gravadas na alcatifa da sala, escapou-se por uma janela, para não ser surpreendido pela minha filha e na sua retirada estratégica deixou cair o barrete, que logo se alojou na cabecita da pequena Carla e só daí saiu à hora de deitar. O brilho, no seu olhar inocente, foi algo inesquecível e assim se transformou uma noite de Dezembro, em algo mágico e eterno.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

MEMÓRIAS


São 4.53 da manhã, numa madrugada cinzenta, varrida pelo som de músicas antigas, que me embrenha no passado.
Noites passadas ao som das mesmas músicas, com histórias diferentes, pessoas ausentes e sentidos perdidos.
Sentimentos marcados por olhares intensos, vividos sem horas, sem culpas ou perdão.
Sombras passadas, na Lua presente, abraçam o meu pensamento e sussurram saudade.
Perdido no tempo, num sonho, esqueço sentidos, vozes, promessas…
Acordo… Sirene que geme, auxílio que grita…sonhos que voam…

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

NOVOS OLHARES


EXPERIMENTEM estar um dia, apenas 24 horas, sem ouvir qualquer tipo de música

Experimentem estar um dia, sem falar para ninguém

Experimentem estar um dia, sem ver a claridade do dia

Experimentem estar um dia, sem receber e dar afectos

Experimentem estar um dia, vestidos com uma única peça de roupa

Experimentem …

No dia seguinte, experimentem ouvir a música, “Time To Say Goodbye”-Andrea Bocelli & Sarah Brightman

Experimentem conversar, com alguém que valha a pena

Experimentem, observar uma árvore a baloiçar, ao ritmo do vento

Experimentem beijar alguém, com paixão

Experimentem vestir uma roupa, que vos agrade

E depois constatem em como somos uns felizardos, por desfrutar de coisas tão simples.

Agora Imaginem que nasceram num dos dez Países mais pobres do mundo

e reparem como não era possível dizer EXPERIMENTEM…

Os vossos olhos, depois de abrirem, irão ver outro mundo…






sábado, 31 de Outubro de 2009

REFLEXÕES



Hoje, vou partilhar com vocês, sensações por mim vividas, na última sexta.
Num treino orientado pelo nosso camarada Rodrigo, supervisionado pelo Paulo, decorreu um torneio interno de” Katas” e “Kumite”. Assim na primeira volta, polémica no sorteio, tocou-me como oponente a minha estimada camarada de cinto, Li. Após várias instabilidades por mim apresentadas, mais em consonância com o tempo que se apresentava, do que propriamente com o que era pretendido na execução da respectiva Kata e num corre, corre, sem justificação, pois nem tinha que ir trabalhar, fui logo arredado da disputa da segunda volta.
No que toca ao Kumite, a sorte (sorteio censurado) não foi melhor, pois o meu oponente era nem mais nem menos, que o Rui (cinto castanho!!!) e está visto. Aguardando os meus impulsos de principiante, o Rui aproveitou para contra atacar pela certa, aplicando golpes pontíferos( resultam em pontos), que obviamente me eliminaram.
Posto isto, restou-me ter o privilégio de poder observar toda a técnica e capacidade demonstrada pelos outros participantes, quer na execução de diferentes Katas( só o Nuno para se lembrar daquela Kata) quer no Kumite, chegando pois à conclusão por demais evidente que o praticante de karaté tem uma longa caminhada pela frente, para atingir níveis técnicos apreciáveis.
Assim foi por demais evidente que o percurso do karateca, é longo e exigente, sendo requisitos exigíveis aos seus praticantes a persistência, determinação e carácter, para se poder dizer de pleno direito, que se é praticante desta nobre arte milenar.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

DESABAFOS DE UM POLÍCIA


Que futuro se reserva à nossa POLÍCIA e aos que a servem?
Certamente que o futuro desta instituição terá que passar por remodelações profundas, de modo a melhor servir a população em geral e para que os seus elementos se sintam mais úteis ao cidadão e mais capazes nas suas intervenções. Vinte anos de profissão servem para reflectir nas mudanças que foram ocorrendo quer na instituição que sirvo, quer na mudança de mentalidade dos próprios polícias. Assim, eu ainda sou do tempo, em que os polícias eram comandados por destacados elementos militares e em que se viam na rua, polícias em missão de prevenção. Em 1991, no departamento policial onde presto serviço, entrávamos de serviço, em todos os turnos, cerca de oito a nove elementos, numa área de serviço, relativamente pequena. Hoje e com a reestruturação que foi feita ao longo destes anos, apregoando racionalização de meios, não se vê um elemento policial apeado na via pública, com excepção dos que vão sendo integrados em missões de fiscalização de trânsito, que sempre vão contribuindo para o orçamento do Estado, de forma generosa.
O conceito de prevenção e de proximidade, foi-se diluindo e assistimos agora ao encerramento de esquadras (A criminalidade tem decrescido, segundo apregoam os políticos) em termos concretos de policiamento efectivo e passa-se a ter postos de atendimento, em que somente se presta informação ao cidadão e se poderá receber as denúncias por si apresentadas. Lamentavelmente a tão apregoada racionalização de meios veio a revelar-se uma utopia, pois cada vez à menos gente no terreno a exercer a actividade para a qual recebeu formação, ou seja para ser agente na rua.
Outra característica dos Polícias actuais é a sua maior formação académica, o que também redundou numa situação caricata, que passo a expor: Essa formação que deveria ser uma mais-valia no contacto cidadão/polícia, passou a ser um feira de vaidades, salvo raras excepções, que resultaram num mais servir-se da instituição do que servir.
O espírito de corpo, de amizade e companheirismo, que reinava, também se foi diluindo com o tempo e com a criação de grupo fixos, de elementos que trabalham sempre juntos, perdendo-se assim todo um espírito de união, existente quando todos trabalhavam com todos.
Por tudo isto resta-me ter esperança que num futuro próximo, alguém a quem a política pouco importe e a quem a segurança do cidadão comum, esteja em primeiro lugar, tome medidas no sentido de restituir os polícias à rua e em que a sua missão seja efectivamente a prevenção criminal, evitando assim a extinção deste tipo de pessoas que ainda vai tendo prazer em ser útil ao cidadão comum.
Já gora, para quando o fim de privilégios inadequados aos dias de hoje, como ter polícias à porta de residências dos senhores ministros, em detrimento do policiamento efectivo as ser prestado em prol de todos nós.


domingo, 25 de Outubro de 2009

HINO À VIDA





Isto Sim; Assim vale realmente a pena.
Aqui está um exemplo do que deve ser o início de uma vida a dois; Uma verdadeira força de alegria, que faz acreditar que o futuro será para os intervenientes, algo de duradouro, verdadeiro e feliz.
Mais do que tudo é simplesmente fantástico observar que ainda à gente que acredita no futuro e que acima de tudo faz do mundo, um verdadeiro palco de manifestações de alegria.
Para os meus amigos aqui fica o sítio para se deliciarem com o que vão ver e acima de tudo para tirarem partido do magnífico sentimento que é o AMOR.
Observem como esse sentimento nos conduz à Felicidade.

*** http://www.youtube.com/watch?v=4-94JhLEiN0***

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

DIMENSÃO HUMANA



Hoje, vi algo que nunca pensei observar na minha vida e que me fez ter vergonha de pertencer à espécie humana.
Num fosso, de uma berma de estrada, num país africano, em pleno século XXI, encontravam-se pessoas, de ambos os sexos, a ser literalmente queimadas vivas, por outras pessoas???, que ainda os açoitavam com paus. É inacreditável, como seres ditos racionais conseguem praticar actos desta natureza. Observa-se nesse mail, que me foi enviado, que alguns indivíduos estão em combustão, resignados à sua sorte, outros tentam fugir das chamas, para a berma, mas logo são açoitados com paus e lhes chegam ramificações a arder, para lhes pegar fogo; Outros. assistem ao horror atrás relatado.
Que motivos movem quem pratica esta barbárie: ódio racial, não será, pois os intervenientes são todos de etnia negra; será apenas maldade, não creio.
O mais preocupante é que nunca vi nenhum ser irracional infligir sofrimento a outro da sua espécie, só pelo prazer de o ver sofrer.
Que espécie somos? Que tipo de mundo criámos? Que move estas pessoas?
Há dias em que ser humano é sinónimo de vergonha e hoje é um desses dias.

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

SER POLÍCIA


Ser Polícia, como diz o meu amigo Sousa, é uma maneira de estar e não uma profissão.
É ser confrontado diariamente, com pessoas a exporem as suas fraquezas
É estar preparado para lidar com a violência
É saber ouvir
É adrenalina, é stress
É ser insultado e aguentar
É saber que nem tudo pode ter solução
É aceitar que a maioria das pessoas nos encara como algo necessário, mas mal vindo
É ouvir que nos pagam o salário
É socorrer pessoas agredidas
É atravessar crianças nas passagens de peões
É informar apenas a localização de uma artéria
É agredir para não ser agredido
É trabalhar sem horário
É passar o Natal, numa rua qualquer
É socorrer sinistrados
É presenciar suicídios
É deter meliantes
É ter que ser exemplo
É sair de casa sem saber se se volta
É estar sujeito a observação permanente
É saber que se é útil, sem estar à espera de agradecimentos
É não receber horas extras, não ter fins-de-semana
É paixão
É vida que por vezes acaba em Morte.
Ser Polícia é tudo isto e muito mais.É acima de tudo viver a dar o melhor de nós em prol de uma sociedade que tantas vezes nos trata com desprezo.